AS LINGUAGENS DA ARTE
Em
um ambiente de descobertas, as linguagens da Arte ou meios de expressão que a conduz,
estão presentes nas relações do ensino a partir da Escola Construtivista. Nesse
momento a Arte é componente curricular obrigatório, definida por quatro meios
ou quatro linguagens: artes visuais, dança, música e teatro, para expressar uma
ideia e dar corpo a um trabalho. Vejamos as características na Educação
Infantil.
AS ARTES VISUAIS ou ARTES PLÁSTICAS abrangem
quaisquer formas de representação visual, apresentada diretamente e
tradicionalmente pela matéria na pintura, escultura, desenho, colagem, gravura,
fotografia e cinema. Através deles, experimentam-se os materiais refletindo
sobre a espessura, textura, flexibilidade, resistência, transparência, cor,
brilho, composição química da tinta e tantos outros elementos contidos na
matéria, aguçando a curiosidade natural das crianças, identificando-os e
classificando-os.
Da
representação dada pela pintura, por exemplo, o aprendizado pode ser revelado
pelo “desenvolvimento técnico” – apreciação do material - e pela abordagem da
cor, do desenho, forma e temáticas, facilitando a expressão e a criatividade da
criança, fazendo com que enfrente as suas limitações e aperfeiçoe as
potencialidades. O professor poderia, por exemplo, solicitar às crianças que
falem sobre o que veem o que sentem, ou seja, suas sensações em relação a uma
obra apresentada/vivenciada. Em seguida, apresenta as referências sobre o
autor, quem é ele, onde mora, o que mais produziu e etc. Enfim, explorar a
oralidade da criança, o espírito crítico, a sensibilidade, etc. e também
solicitar que reinterpretem o quadro, pintando-o, da forma como o percebeu, (releitura),
é importantíssimo frisar que, releitura não é cópia, não é copiar o que se vê,
mas sim, expressar o que sente perante ao que se vê, portanto, é totalmente
subjetivo e relativo conforme o repertório de cada ser.
Concluindo,
por meio da linguagem da arte visual, capacitamos as crianças a se relacionar
de forma não formal, mas disciplinar, introduzindo-as num universo rico de
trocas com as outras crianças. O aluno desenvolve sua sensibilidade, percepção
e imaginação, tanto ao realizar formas artísticas quanto na ação de apreciar e
conhecer as formas produzidas por ele e pelos colegas com diferentes culturas,
enfatizando assim a reflexão exposta.
Assim,
podemos pensar que essa é uma das formas de experimentar a “pessoalidade” e
também a “interpessoalidade”.
Da
linguagem das ARTES CÊNICAS, TEATRO e DANÇA, enfatiza-se a ação corporal, plástica e sonora integradora
com as atividades afetivas e cognitivas, num desenvolvimento da inteligência,
não mais separando a razão da emoção.
No TEATRO as propostas de atividades
relacionadas ao corpo, à fala e ao gesto, levam a criança a interpretar a
realidade, demonstrando a consciência da compreensão do mundo medido pelo
desenvolvimento pessoal, e no momento em que as atividades teatrais são
coletivas e uma única criança é acolhida, a relação interpessoal dessa mesma
criança se estabelece. Na dinâmica teatral é favorecida a assimilação dos
conteúdos culturais e a literatura infantil, trabalhando a memória e a
organização estética desse conhecimento. Na oportunidade de brincar de fazer teatro, ensina-se a
criança a conhecer e apreciar a cultura em que se está inserida, comprovando a
sua identidade.
Da
mesma forma e já citado anteriormente, é proposto ao professor de artes cênicas
(teatro) que não fique isolado entre as paredes da escola, para facilitar os
processos expressivos e culturais da criança, oferecendo instrumentos
reflexivos a respeito de sua própria identidade, uma vez que essa criança está
inserida nessa mesma cultura.
Na
linguagem artística DANÇA, o
movimento é a linguagem dos pequenos, estimulando a expressão corporal motora.
Experimentar os movimentos – correr, pular, andar, sentar, agachar, engatinhar,
rolar e outros – faz com que a criança se expresse com liberdade, criando
gestos e articulando o conhecimento da relação do espaço e tempo, por meio dos
exercícios da espontaneidade. Tanto a dança como o teatro como manifestação das
artes cênicas, coletiva ou individual, desenvolve no individuo o processo
criativo da improvisação e comunicação, aspectos esses tão necessários para o
nosso cotidiano.
E
para finalizar a abordagem das apresentações das linguagens da arte,
verifica-se que, o ser humano interage com as pessoas e com o ambiente
valendo-se da fala, da escrita, da linguagem corporal, plástica e musical.
Os
estímulos sonoros do ambiente quando intensos, levam a criança a reagir. O
barulho da água, o canto dos pássaros e a música, fazem parte desse ambiente
estimulador propício às habilidades perceptivas que muito contribuem para a
comunicação da criança.
As
atividades apoiadas na expressão musical são alargadas não apenas pelos
estímulos sonoros, mas também pela harmonia, melodia e ritmo, e como resposta
pedagógica estimula-se o cognitivo, o afetivo e motor. Da atividade lúdica –
musical – podem-se construir aprendizagens de interesses específicos, com
vivências que oportunizam o prazer de ouvir, cantar e tocar, liberando tensões,
inspira ideias, imagens e estimula a percepção.
O
BRINCAR
O
brincar é uma ação natural da criança, é a sua maneira de descobrir o mundo que
a cerca, apropriar-se de sua cultura, bem como produzir a sua própria cultura. Através
das brincadeiras, as crianças não só se socializam como criam a recriam
conceitos, bem como experimentam e testam novas possibilidades.
Existe
o brincar com brinquedo, o brincar de transformar o brinquedo, o brincar de se
fantasiar, o brincar de jogar, o brincar falado, dançado, pulado, o brincar
cantando, o brincar rodando. Através do brincar aprendemos comportamentos
essenciais ao desenvolvimento de todo ser humano. Desenvolvem-se habilidades,
competências e inteligências das mais variadas, para a vida cotidiana e
emocional, onde a criança comunica-se consigo mesma e com o mundo, aceita a
existência dos outros, estabelece relações sociais. O brincar desenvolve também
a aprendizagem da linguagem e as habilidades motoras.
BRINCADEIRAS
POPULARES
As
brincadeiras populares são aquelas que passam de geração para geração, sem
perder o seu encanto. Pode até ter um nome diferente, dependendo da região do
Brasil. Mas o objetivo é o mesmo. O resultado? Crianças reunidas, algumas
canelas raladas e muita roupa suja no fim do dia.
Apesar
de não ser mais tão comum (ou seguro) brincar nas ruas, a maioria das
brincadeiras populares podem ser adaptadas para brincar dentro de casa, no
quintal e/ou na escola.
A
brincadeira em grupo favorece princípios como cooperação, liderança e
competição.
O
momento da brincadeira é uma oportunidade de desenvolvimento para a criança.
Através do brincar ela aprende, experimenta o mundo, possibilidades, relações
sociais, elabora sua autonomia de ação, organiza emoções. As vezes as
famílias/escola não tem conhecimento do valor da brincadeira para a criança. A
ideia muitas vezes divulgada é a de que o brincar seja somente um entretenimento,
como se não tivesse outras utilidades mais importantes.
Através
do jogo, a criança compreende o mundo a sua volta, aprende regras, testam
habilidades físicas, como correr, pular, aprende a ganhar e perder. O brincar
desenvolve também a aprendizagem da linguagem e a habilidade motora. A
brincadeira em grupo favorece alguns princípios como o compartilhar, a
cooperação, a liderança, a competição, a obediência às regras.
Como
vocês talvez já saibam, o brincar é a forma que a criança se relaciona com o
mundo, seja objetos ou pessoas. E também é a partir disso que ela entende quem
ela é, como se movimentar e se expressar. Levando isso em conta, diferentes
locais e pessoas trazem contribuições distintas e importantes. Nesse sentido a
escola torna-se um local extremamente rico para diversificar a exposição aos
diferentes aspectos do mundo. Lá o aprendizado também ocorre através da
brincadeira (uma forma muito poderosa de consolidar o que estão aprendendo), e
vai além dos aspectos pedagógicos, envolvendo todo o desenvolvimento motor e
social, fornecendo experiências que não tem em casa.
MAS
O QUE O BRINCAR NA ESCOLA TRAZ DE BENEFÍCIO PARA AS CRIANÇAS?
1 - Exploração
de ambientes diferentes: a escola dá a possibilidade de experimentar outros terrenos
(areia, rampas, escadas), instrumentos (balanços, escorregado), objetos, móveis
e trajetos que não tem em casa. Além disso, este pode ser um ambiente mais
amplo e com maior contato com a natureza do que ela tem no dia a dia (muitas
vezes moram em locais com espaço menor, como prédios, sem parquinho). Assim ela
consegue correr, extravasar, ampliar e testar sua gama de movimentos.
2 - Interação
com outras crianças: brincando há um treino do relacionamento social. Elas
ensaiam quando pequenas para realizar no futuro. Cada uma tem seus gostos,
personalidades, vontades, e isso possibilita que tenham que expressar o que
querem, treinar o ouvir os outros, negociar (ou não rsrs) para chegar a um
consenso e, principalmente, lidar com as frustrações. Estar com outras crianças
possibilita que esse faz- de- conta e interação ocorra de forma mais leve do
que na relação com os adultos, elas se enxergam como iguais e se sentem com
maior liberdade de se expressar. Outro fator importante é que elas provocam
interferências e colocam novos elementos nas brincadeiras, o que é muito
diferente de brincar sozinho ou com o irmão. Isso aumenta a capacidade de
adaptação, aumenta e estimula ainda mais a criatividade.
3 - Outros
adultos de referência: cada um tem a sua vivência e transmite isso. Elas vêem
outros exemplos e outras fontes de informação. Aprendem como outros adultos
jogam, criam estratégias e se relacionam no momento da brincadeira, tanto entre
eles quanto com as crianças.
4 - Brincadeiras
diferentes: são expostos a outras brincadeiras propostas pelos professores. O
brincar é enriquecido pela intervenção adulta, permite que aprendam novas
formas, jogos, e isso aumenta o seu repertório. O brincar é inato, ou seja, é
natural para a criança, porém o aumento do acervo favorece a criatividade e uma
maior quantidade de informações levadas ao cérebro.
Para
a criança o brincar acontece em qualquer momento, e na escola é uma ótima
oportunidade de criar ocasiões que potencializarão todo o aprendizado e
desenvolvimento. Valorizar esse tempo e deixá-las curtir e se divertir que o
benefício vem naturalmente.
O
jogo/brincadeira é uma forma da criança se expressar, já que é uma
circunstância favorável para manifestar seus sentimentos e desprazeres. Assim,
o brinquedo passa a ser a linguagem da criança.


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